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'Até hoje não consigo acreditar', diz mãe de meninos mortos por secretário em Itumbiara

'Até hoje não consigo acreditar',  diz mãe de meninos mortos por secretário em Itumbiara
Foto: Reprodução

Um mês após a tragédia que abalou a cidade de Itumbiara, em Goiás, Sarah Araújo quebrou o silêncio e falou pela primeira vez sobre a perda dos filhos Miguel, de 12 anos, e Benício, de 8. As crianças foram mortas pelo próprio pai, Thales Machado, então secretário municipal de Governo, que tirou a própria vida em seguida. Em entrevista exclusiva à TV Anhanguera, Sarah expressou o vazio deixado pela ausência dos meninos: "Até hoje não consigo acreditar. É muito difícil de olhar as fotos deles, os vídeos, e eles não estarem aqui. Eu não me conformo, ainda mais na forma que foi", relatou.

As investigações da Polícia Civil apontam que o crime foi premeditado. Segundo o delegado Felipe Sales, o autor comprou galões de gasolina no dia do ocorrido e espalhou o combustível pela casa, embora não tenha chegado a atear fogo no imóvel. Thales atirou nos filhos enquanto eles dormiam e, momentos antes, publicou um vídeo com tom de despedida em uma rede social. O avô das crianças, o prefeito Dione Araújo, foi o primeiro a chegar à cena após notar a mensagem suspeita: "É uma perda irreparável, é algo que a gente não imagina na vida", declarou o prefeito durante coletiva.

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Durante o desabafo, Sarah agradeceu as diversas manifestações de carinho que tem recebido de todo o país. Recentemente, ela foi homenageada por um grupo de mais de 300 mulheres, que enviaram um buquê de rosas brancas como símbolo de solidariedade. "Eu sinto muito o carinho de todas por mim, a solidariedade, sinto as orações, sinto que está me sustentando o apoio de todas elas", afirmou a mãe, visivelmente emocionada com o apoio da comunidade e de coletivos femininos que acompanham o caso.

O crime, ocorrido em 11 de fevereiro, gerou forte comoção nacional e mobilizou a população local em diversas homenagens, incluindo missas e caminhadas por justiça e apoio à família. A conclusão do inquérito reforçou o comportamento atípico do agressor horas antes dos disparos, inclusive durante um jantar com seus próprios pais. "Os pais de Thales nos informaram que posteriormente aos fatos eles conseguiram observar que houve ali nesse jantar um tom de despedida, um carinho a mais", relembrou o delegado responsável, destacando a complexidade do trágico cenário familiar.

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