BRASÍLIA - Os partidos que apoiam a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara formaram um bloco que reúne 13 partidos, que representam 358 deputados. Com isso, eles terão a possibilidade de ficar com todas as vagas titulares na Mesa Diretora. Assim, restarão aos blocos da oposição e dos apoiadores de Jovair Arantes (PTB-GO) apenas vagas de suplência.
A Mesa Diretora é formada por sete titulares e quatro suplentes. A divisão é feita de acordo com os blocos partidários e somente na disputa pela Presidência parlamentares de qualquer partido podem se candidatar. Essa escolha será feita apenas no meio da tarde.
O bloco de Rodrigo Maia, devido a seu tamanho, poderá pedir os seis primeiros cargos que desejar. Como tradicionalmente a presidência fica como última escolha justamente pelo fato de qualquer deputado poder disputar, as duas vice-presidências e as quatro secretarias deverão ser ocupadas por aliados de Maia. Fazem parte do bloco de Maia PMDB, PSDB, PP, PR, PSD, PSB, DEM, PRB, PTN, PPS, PHS, PV e PT do B.
Pela proporcionalidade, o bloco da oposição, formado por PT, PDT e PC do B (91 deputados), terá direito a duas suplências, enquanto que o formado pelos apoiadores de Jovair (PTB, SD, PROS e PSL - 41 deputados) terá apenas uma. Os aliados de Maia terão direito ainda a indicar mais um para a suplência.
Apesar da demonstração de força de Maia com a formação do bloco, isso não lhe dá ainda garantia de vitória. O voto é secreto e os parlamentares poderão votar independente de sua posição partidária. E há, inclusive, candidatos avulsos à Presidência mesmo em partidos deste bloco: Rogério Rosso (PSD) e Júlio Delgado (PSB).
O mesmo vale para os outros candidatos. O PC do B, por exemplo, decidiu na última hora integrar o bloco da oposição, mas o líder, Daniel Almeida (BA), afirma que o partido não votará em Maia e não em André Figueiredo (PDT-CE).
A deputada Luiza Erundina (PSOL-SP), também já registrou sua candidatura à Presidência da Câmara. Na eleição passada, a parlamentar fez 21 votos. O PSOL concorre sozinho, sem participar da formação de nenhum bloco.
O deputado Rogério Rosso (PSD-DF), que já havia suspenso sua candidatura na semana passada e depois voltou a concorrer, novamente nesta quarta-feira, anunciou que ainda não irá se registrar oficialmente e que aguardará a reunião à tarde com o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal.

