A apreensão de uma pistola calibre 9 mm pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), na noite de segunda-feira (15), provocou uma reação imediata no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Alexandre de Moraes determinou nesta terça-feira (16) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro preste esclarecimentos detalhados em um prazo estipulado de 24 horas.
A ordem de Moraes foca em duas frentes centrais: os advogados precisam explicar o motivo de o ex-presidente manter um armamento com carregador sobressalente em sua residência e por que solicitou o conserto do equipamento justamente às vésperas do fim do prazo de sua prisão domiciliar humanitária — concedida em março por razões de saúde dentro da execução de sua pena de 27 anos e três meses de prisão.
O caso ganhou repercussão após uma abordagem de rotina em um ponto de bloqueio na DF-001, na região de Taguatinga (DF). Policiais militares interceptaram um veículo conduzido pelo sargento Estácio, integrante da equipe de segurança cedida ao ex-presidente.
Ao vistoriarem o automóvel, os agentes localizaram a pistola no assoalho. Como o sargento não portava o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) correspondente ao artefato, ele foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia. Em seu depoimento, o militar justificou que a arma pertencia a Bolsonaro e que havia sido retirada naquele mesmo dia para o reparo de uma pane técnica de fácil solução, com previsão de devolução nas horas seguintes.
Diante da potencial violação das regras de custódia, o episódio foi anexado aos autos da execução penal. Além das explicações da defesa, o ministro determinou que o 19º Batalhão da PMDF informe se as ordens de revista em veículos oficiais e civis que saem da residência do ex-presidente estão sendo devidamente cumpridas.



Aviso