O governo brasileiro intensifica nesta semana as negociações com os Estados Unidos para tentar evitar a aplicação de novas tarifas sobre produtos exportados pelo Brasil. A expectativa é de que equipes técnicas dos dois países se reúnam antes do encontro decisivo previsto para ocorrer até 15 de julho, prazo final para a definição das medidas pelo governo norte-americano.
Em busca de um acordo, o Brasil apresentou um "mapa do caminho" com propostas para atender parte das demandas dos EUA. O plano prevê avanços em temas como acesso ao mercado de etanol, proteção à propriedade intelectual, combate à corrupção e ao desmatamento ilegal. O governo, no entanto, mantém a posição de que o PIX não será alvo de mudanças.
As negociações foram reforçadas após uma reunião virtual entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias, e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O documento brasileiro foi elaborado como uma tentativa de evitar a adoção das novas tarifas.
Caso as medidas sejam confirmadas, os produtos brasileiros poderão sofrer uma taxação adicional de até 37,5%, resultado da proposta de uma tarifa de 25% por supostas práticas comerciais desleais, somada a uma sobretaxa de 12,5% relacionada ao combate ao trabalho forçado.
Nos bastidores, integrantes do governo Lula avaliam que a reversão total das tarifas é improvável, mas esperam reduzir os impactos por meio do diálogo diplomático e de eventuais exceções para setores estratégicos das exportações brasileiras.



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