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‘Brasil é maior que desafios acidentais’, diz Temer durante jantar em SP

SÃO PAULO. O presidente Michel Temer adotou um tom otimista diante de plateia de empresários e classificou, de forma indireta, as acusações que tem enfrentado de “desafios circunstanciais, acidentais”. O presidente discursou na noite de segunda-feira no jantar de abertura do Fórum de Investimentos Brasil 2017, realizado num hotel da zona sul de São Paulo. O evento, nesta terça e quarta-feira, contará com a presença de diversos políticos, incluindo o presidente, e empresários.

— O Brasil é muito maior do que todos esses desafios circunstanciais, acidentais, que ocorrem nos últimos tempos — disse Temer. — O Brasil está de volta. A inflação está sob controle, criamos condições para a redução responsável de juros e a economia voltou a crescer.

Participaram do jantar cerca de 40 empresários de diversos setores, além dos ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Blairo Maggi (Agricultura), do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e do prefeito da cidade, João Doria (PSDB).

Na rápida fala, Temer afirmou ainda que seu governo vai “continuar empenhado na agenda de reformas” e salientou a importância da iniciativa privada neste processo.

No hotel Gran Hyat, em São Paulo, onde acontece o evento, Temer ainda se encontrou no com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Também participaram da reunião o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), presidente interino do PSDB, e o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco.

A conversa com FH aconteceu antes do jantar. O encontro durou uma hora e meia e seu teor não foi divulgado.

Pouco antes, em entrevista a jornalistas estrangeiros em São Paulo, Temer reconheceu que ainda não tem os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência.

Disse ainda esperar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegue a “uma rápida solução”, em junho, no julgamento de suposto abuso de poder político e econômico na chapa vencedora da eleição presidencial de 2014, para acabar com a incerteza que pesa sobre seu governo e a economia.

— Eu vi que tem muitas ideias, pedido de vista etc — Claro que não sei o que um ministro vai fazer... é uma questão jurídica, não é política — acrescentou Temer, segundo a agência de notícias Reuters.

— O nosso desejo político é que se decida logo — disse Temer, em meio a especulações de que estaria apostando na demora do julgamento, num momento em que enfrenta grave crise devido à delação do empresário Joesley Batista, da JBS, e que aliados estariam esperando uma definição do TSE para decidir sobre a permanência ou não no governo.

— Por exemplo, se é julgado no dia 6, 7, 8 - três dias para um julgamento-, se se pode haver uma solução definitiva, seria muito útil — disse. — Com o país crescendo como cresceu... mesmo com credibilidade e confiança na retomada de nosso país... as pessoas sempre dizem 'sim, mas tem essa história no TSE'. Isso cria ou tende a criar uma certa instabilidade.

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