O Brasil gerou 22,08% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis não hidrelétricas, como energia eólica e solar, em 2021, à frente dos Estados Unidos (14,01%) e da China (12,86%), mas atrás da Alemanha (35,62%), segundo o indicador mais recente do Banco Mundial sobre eletricidade renovável excluindo hidrelétricas. A métrica não considera a energia de grandes represas, historicamente a principal fonte de eletricidade limpa do país.
Parte desse avanço tem raízes no Rio Grande do Norte, hoje o estado com maior capacidade instalada de energia eólica do Brasil, com cerca de 7 gigawatts (GW) em operação, unidade usada para medir grandes usinas que, segundo a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), equivale a energia suficiente para abastecer cerca de 3 milhões de pessoas. Segundo a entidade, o estado responde por cerca de um quarto de toda a energia eólica gerada no país.
O Rio Grande do Norte tem mais de 200 parques eólicos instalados e projetos aprovados que devem ampliar a capacidade solar no estado nos próximos anos. Somado ao potencial do Ceará, o litoral potiguar e cearense pode abrigar futuramente até 145 GW em usinas eólicas offshore, instaladas no mar, segundo estimativas da Fiern.
A comparação internacional ajuda a situar o Brasil no debate sobre transição energética: mesmo sem gerar tanta eletricidade eólica e solar quanto países europeus, o país já apresenta uma fatia renovável maior que a de duas das maiores economias do mundo, Estados Unidos e China, em boa parte por causa da expansão das usinas no Nordeste.




Aviso