Levantamento do Ministério do Desenvolvimento Social, com apoio do INSS, mostra que cerca de 822 mil beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) correm risco de ter o pagamento bloqueado por pendências no Cadastro Único. O total soma dois grupos: 305 mil pessoas, de um universo de 505 mil que precisavam se inscrever no CadÚnico, ainda não foram ao Cras fazer a inscrição; e 517.571 pessoas, entre 640.686 notificadas por terem o cadastro desatualizado há mais de 48 meses, não leram o aviso nem compareceram à unidade de assistência social.
A exigência decorre de uma regra já conhecida, mas que volta a gerar bloqueios em novembro: por lei, quem recebe o BPC precisa atualizar seus dados no Cadastro Único a cada 24 meses. Quando a notificação de pendência não é respondida dentro do prazo, que varia entre 45 e 90 dias conforme o tamanho do município, o pagamento mensal é suspenso até a regularização.
Quem suspeita que pode estar na lista não precisa esperar chegar uma notificação em casa para agir. O primeiro passo é consultar a situação do benefício pelo aplicativo ou site Meu INSS, usando login da conta gov.br. Também é possível ligar gratuitamente para a Central 135, informar que a atualização cadastral está em andamento e, em seguida, comparecer ao Cras do município com os documentos pessoais e comprovantes de renda e residência dentro do prazo indicado.
No Amazonas, onde boa parte dos municípios do interior tem apenas uma unidade do Cras e distâncias que dificultam o deslocamento, a recomendação é não deixar a verificação para a última hora: quem confirma a atualização pela Central 135 costuma ter o benefício desbloqueado em até 72 horas, evitando passar o mês sem receber o valor de que depende.
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