A rápida popularização das chamadas “canetas emagrecedoras” — medicamentos injetáveis à base de GLP‑1, como semaglutida e tirzepatida — somada ao avanço de terapias médicas de alto custo, está criando uma pressão inédita sobre os custos da saúde suplementar no Brasil. Esses tratamentos, que já movimentaram bilhões em 2025 e devem dobrar em 2026, são contínuos e caros, o que aumenta significativamente a sinistralidade das operadoras.
Esse cenário se reflete diretamente nos planos de saúde empresariais, que concentram a maior parte dos beneficiários e dependem de reajustes anuais para equilibrar despesas. Com a inflação médica projetada entre 8% e 11% em 2026, acima da média histórica, empresas devem enfrentar aumentos mais pesados nas mensalidades.
Além das canetas emagrecedoras, terapias avançadas como imunoterapias oncológicas e tratamentos para doenças raras também elevam os custos. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ainda não incluiu os GLP‑1 no rol obrigatório de cobertura, mas a obesidade vem sendo reconhecida como doença crônica, o que abre espaço para judicialização e pode obrigar planos a custear o tratamento.



