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CFM alega que 'feto sofre' em novo recurso para manter proibição de aborto em casos de estupro

CFM alega que 'feto sofre' em novo recurso para manter proibição de aborto em casos de estupro
CFM alega que 'feto sofre' em novo recurso para manter proibição de aborto em casos de estupro

O Conselho Federal de Medicina (CFM) vai recorrer ainda nesta semana de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspende uma resolução da entidade que impedia a realização do aborto em gestações com mais de 22 semanas, mesmo em caso de estupros. 

Como justificativa, o CFM soltou uma nota argumentando que “não é um procedimento simples e isento de sofrimento. Na prática, para que o aborto seja realizado, antes disso é injetada no coração do feto uma solução de cloreto de potássio e de lidocaína. Num ser já formado, essa substância agirá causando a sua morte”. 

Eles ressaltam ainda que mulher que sofreu abuso continuará tendo o direito ao aborto legal. Contudo, sugerem que pela Resolução, se a gestação tiver mais do que 22 semanas, ela deverá contar com o suporte do Estado no parto e posterior encaminhamento do bebê para a adoção.  

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, suspendeu a Resolução em 17 de maio após duas médicas serem suspensas por realizarem o método. Com a decisão, ele suspendeu todos os processos judiciais e procedimentos administrativos e disciplinares provocados pela resolução do CFM.
 

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