SÃO PAULO. Na sentença desta quarta-feira, em que o e lavagem de dinheiro, ainda foram condenados, além de Lula, os executivos da OAS Leo Pinheiro e Agenor Franklin Medeiros.
Leo Pinheiro, que está preso e negocia delação premiada, teve as penas de outras ações em que foi condenado somadas à sentença - totalizando, segundo Moro, 10 anos e 8 meses de prisão.
Na sentença, Moro disse que a colaboração de Leo Pinheiro no caso foi tardia:
_ Observo que, considerando os processos no âmbito da assim denominada Operação Lava-jato, a colaboração de José Adelmário Pinheiro Filho (Leo Pinheiro) foi tardia, quando o esquema criminoso já havia sido revelado por outros _ disse Moro.
Leo Pinheiro, tanto a Moro quanto em suas alegações finais de defesa, disse que o
Agenor Franklin Medeiros foi condenado a seis anos de reclusão: ele também já havia sido condenado em outras ações, lembrou Moro.
O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, que providenciou o transporte do acervo presidencial, que fazia parte da mesma ação, foi absolvido, assim como os funcionários da OAS Paulo Gordilho, Fábio Yonamine e Roberto Ferreira.
A ex-primeira-dama Marisa Letícia, morta em fevereiro, também era ré no processo, mas teve a punibilidade extinta em março por Moro.

