SÃO PAULO - A manhã desta segunda-feira começou com um tumulto na Cracolândia, região central de São Paulo, após ação de agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Foram apreendidas drogas e armas brancas incluindo uma espada.
De acordo com a prefeitura, os agentes faziam limpeza no local e recolheram objetos das pessoas que permanecem ali, e isso teria irritado os usuários. O secretário de Segurança Urbana, coronel José Roberto Oliveira, afirmou que não será permitida a entrada de peças na área do fluxo como um sofá.
— Vamos ter cuidado agora para que não entre mais. Ali tem um espaço agora que tem lugar para ele (usuário) comer, tomar banho, para ele ficar, então não tem mais sentido — afirmou Oliveira em entrevista coletiva na manhã desta segunda.
Esse foi mais um tumulto registrado entre agentes e usuários no local. Eles vêm ocorrendo desde o dia 21 de maio, na região. O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), chegou a declarar que a Cracolândia acabou.
Após o episódio, os usuários migraram para a Praça Princesa Isabel, a 400 metros da Helvétia. Após a mudança, outros confrontos foram registrados. Há pouco mais de duas semanas, no último dia 17, e foi recebida com paus e pedras, segundo a corporação informou na ocasião.
Naquela mesma semana, , com uso de bombas de efeito moral. Quatro agentes da GCM tiveram ferimentos leves e duas pessoas foram detidas acusadas de tráfico de drogas.
Após esses episódios, , entre a Alameda Cleveland e a Rua Helvétia. Segundo a Prefeitura, nenhuma ação policial ocorreu na região para justificar a mudança.
Profissionais da Secretaria Municipal de Assistência Social ouvidos pelo GLOBO na época afirmam que os usuários informaram que a mudança ocorreu sob orientação de integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que estariam se sentindo muito expostos na Praça Princesa Isabel.
*Com G1

