A Defesa Civil de São Paulo liberou o retorno de famílias para 48 imóveis que foram atingidos pela explosão no Jaguaré, bairro da zona oeste da capital paulista, na tarde de segunda-feira, 11. Uma vistoria realizada nesta terça, 12, avaliou as condições de 52 casas que sofreram avarias com o acidente e identificou que os espaços não possuem riscos estruturais. Somente quatro residências seguem interditadas.
Os imóveis liberados ficam na comunidade Senhora das Virtudes II, na região das ruas Doutor José Benedito Moraes Leme e da Rua Piraúba, foco da explosão. Conforme o governo de São Paulo, 160 pessoas foram afetadas, sendo que 61 desabrigados passaram a noite em um hotel pago pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e pela Companhia de Gás de São Paulo (Comgás).
Além de providenciar a hospedagem em hotel, as empresas também se comprometeram a fornecer um auxílio emergencial no valor de R$ 5 mil. Ao todo, 194 pessoas chegaram a se cadastrar para receber a ajuda.
Ambas as companhias realizavam serviços de reparo no local antes da explosão. Em nota conjunta, publicada na noite de segunda, as empresas informaram que o acidente aconteceu durante uma obra de remanejamento de tubulação de água, feito pela Sabesp, quando uma rede de gás foi atingida. Segundo moradores, um vazamento teria sido identificado após a perfuração de uma tubulação e a Comgás foi chamada para fazer o reparo.
As causas do acidente são investigadas pela perícia realizada pelo Instituto de Criminalística, com apoio técnico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em parceria com as concessionárias.
"Existem duas frentes de avaliação, uma da polícia técnico-científica, que fará um laudo para subsidiar a investigação criminal; a outra é a validação estrutural desses imóveis para que as pessoas possam retornar às suas casas", explicou o tenente Maxwell Souza, porta-voz da Defesa Civil.
A explosão provocou a morte de um homem de 50 anos e deixou outras três pessoas feridas. Conforme o tenente Souza, um dos sobreviventes já recebeu alta, enquanto os outros dois feridos permanecem hospitalizados, mas o quadro de ambos é estável.
O Estadão teve acesso ao interior de um dos imóveis atingidos. A casa sofreu severos danos. A porta de um dos quartos chegou a ser arremessada com o impacto da explosão. No banheiro, o box de vidro quebrou por inteiro e o chuveiro chegou a se desprender da parede.
Do quarto desta residência é possível ver imóveis totalmente destruídos e perceber que as janelas de um prédio da frente tiveram os vidros quebrados e as estruturas metálicas retorcidas. Os moradores do edifício em questão, de cerca de 320 apartamentos, precisaram ser retirados. Mais tarde, ainda na segunda-feira, receberam autorização da Defesa Civil para retornar às suas casas.
Conforme a Defesa Civil, as casas vistoriadas serão catalogadas em quatro níveis que variam conforme o risco de desabamento:
- Verde: o imóvel está liberado, e as famílias poderão retornar imediatamente;
- Amarelo: as famílias poderão retirar seus pertences;
- Laranja: as famílias terão que ser acompanhadas pela Defesa Civil para fazer a retirada de roupas e pertences;
- Vermelho: a residência ficará totalmente interditada em função do alto risco de desabamento.




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