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Detentos têm dedos quebrados em técnica de tortura no Amazonas e mais 4 estados

Detentos têm dedos quebrados em técnica de tortura no Amazonas e mais 4 estados
Detentos têm dedos quebrados em técnica de tortura no Amazonas e mais 4 estados

A Justiça de Fortaleza recebeu uma denúncia de que 72 detentos haviam sido espancados e tiveram os dedos quebrados por agentes penitenciários no presídio de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza em setembro do ano passado.

De acordo com o Folha de S. Paulo, o juiz Raynes Viana de Vasconcelos, titular da 1ª Vara de Execuções Penais de Fortaleza juntamente com um defensor público foram ao presídio para constatar a denúncia que deu início as investigações, que apontam que em 5 estados do país detentos são submetidos a uma técnica de tortura que consiste em terem os dedos quebrados. 

Segundo Bárbara Suelen Coloniese, perita do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, a técnica de tortura foi identificada fora do Ceará nos estados do Amazonas, Pará, Roraima e Rio Grande do Norte. Estados onde há atuação da Força Tarefa de Intervenção Penitenciária, espécie de Força Nacional para atuação em presídios.

Preso mostra dedo ferido por policiais penais durante ação no Rio Grande do Norte, em 2017 - Divulgação

O  promotor Humberto Ibiapina Lima Maia, do Núcleo de Investigação Criminal (Nuinc), conversou com alguns detentos que explicaram como é feita a tortura. "Eles usam aqui a posição chamada de ‘procedimento’. O detento senta no chão, com pernas próximas ao corpo, e cruzar os dedos em cima da cabeça. Eles [agentes] batem com a tonfa [cassetete] nos dedos que estão cruzados em cima da cabeça. Isso provoca lesões. Dependendo da força com que se bate, provocam lesões graves, inclusive com a quebra do osso”.

O Ministério Público do Ceará têm cerca de 30 investigações de violência contra detentos possivelmente praticada por agentes

A Secretaria da Administração Penitenciária do Ceará informou em nota ao Folha de São Paulo que "repudia qualquer ato que atente contra a dignidade humana e que recebe regularmente visitas de instituições fiscalizadoras, como o Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, além de entidades de controle social”.

Já o Ministério da Justiça informou que foram abertos procedimentos após denúncias de tortura em presídios do Ceará, mas ainda não foram confirmados algum tipo de tortura.

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