A doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), enfermidade neurológica rara que matou o piloto e influenciador Lito Sousa, teve 547 casos confirmados no Brasil em 17 anos, segundo dados do Ministério da Saúde.
O levantamento considera registros feitos entre 2005 e 2021. São Paulo concentra 37% das confirmações, com 202 casos no período.
A DCJ pertence ao grupo das doenças causadas por príons, proteínas que sofrem alterações e podem provocar danos progressivos no sistema nervoso. A forma mais comum da doença ocorre de maneira esporádica, sem uma causa identificada na maioria dos casos.
Entre os sintomas estão alterações de memória e comportamento, dificuldade para caminhar, perda de coordenação e movimentos involuntários. A evolução costuma ser rápida, com agravamento do quadro neurológico em pouco tempo.
A doença voltou a chamar atenção após a morte de Lito Sousa, aos 59 anos. O piloto e influenciador havia tornado público o diagnóstico em agosto e morreu na quinta-feira (1º).
Apesar de ser frequentemente relacionada à chamada “doença da vaca louca”, a DCJ e a variante da doença associada à encefalopatia espongiforme bovina são condições diferentes.
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