O mercado financeiro brasileiro iniciou a segunda-feira (26) sob forte pressão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nas primeiras horas do dia, o dólar chegou a R$ 5,60, enquanto contratos futuros ligados à Bolsa registraram quedas expressivas.
A movimentação levou a B3 a ampliar os limites de oscilação dos contratos futuros do Ibovespa diante da intensidade das perdas. Os juros futuros também avançaram, refletindo a reação dos investidores ao resultado eleitoral.
A turbulência atingiu ainda os ativos brasileiros negociados no exterior. O fundo de índice EWZ, que acompanha ações brasileiras na Bolsa de Nova York, registrou forte desvalorização no pré-mercado norte-americano. A queda também afetou papéis de grandes empresas do país.
Parte dos investidores havia apostado em uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL), cenário associado por analistas a expectativas sobre mudanças na condução da política econômica e fiscal. Com a confirmação da vitória de Lula, o mercado passou a ajustar posições, intensificando as oscilações no câmbio, nas ações e nos contratos de juros.
O comportamento dos ativos nos próximos pregões dependerá, entre outros fatores, das sinalizações econômicas do governo reeleito, das perspectivas para as contas públicas e das decisões relacionadas à política fiscal. Os valores registrados durante a manhã são intradiários e não representam o fechamento oficial do dólar ou da Bolsa nesta segunda-feira.
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