O ex-presidente Jair Bolsonaro entrou em campo para conter os danos políticos provocados pelo vazamento de conversas entre seu filho primogênito, o senador Flávio Bolsonaro, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em recados transmitidos por familiares à cúpula nacional do PL, o ex-mandatário minimizou o episódio, manifestou total confiança no parlamentar e cobrou união irrestrita da legenda.
A orientação de Bolsonaro é para que Flávio adote uma postura de enfrentamento público e não se abata, sob a tese de que o desgaste é temporário e deve perder força nas próximas semanas.
O otimismo do ex-presidente, no entanto, não eliminou o clima de forte preocupação que se instalou nos bastidores do partido. Os dirigentes da sigla foram pegos de surpresa pelas revelações, já que não tinham conhecimento prévio sobre a proximidade entre Flávio e o ex-banqueiro.
O nervosismo aumentou consideravelmente após o próprio senador admitir, em entrevista, que não sabe precisar a quantidade de reuniões que teve com Vorcaro e reconhecer publicamente o risco de novos áudios ou vídeos virem à tona, o que ampliou o fator de imprevisibilidade da crise.
Diante do cenário de incerteza, o PL tenta agora calcular o tamanho do estrago eleitoral na imagem de Flávio, que se posiciona como o pré-candidato da direita à Presidência da República. Como primeira medida de contenção, o partido encomendou uma pesquisa de opinião para avaliar o real impacto do escândalo junto ao eleitorado.
Paralelamente, a área de comunicação da legenda trabalha na formulação de uma narrativa oficial para municiar a militância bolsonarista nas redes sociais e blindar o projeto presidencial do grupo político.




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