A equipe médica responsável pelo tratamento de Jair Bolsonaro no hospital DF Star enviou ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, na última quinta-feira (19), um relatório detalhado sobre o estado de saúde do ex-presidente. O documento incluiu duas tomografias do pulmão e informou que Bolsonaro sofreu uma “injúria renal aguda” e precisou do uso de três antibióticos para controlar a infecção, segundo informações da equipe médica.
As informações foram solicitadas por Moraes antes de analisar o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa de Bolsonaro na terça-feira (17), quatro dias após o ex-presidente ser internado com broncopneumonia bacteriana. O ministro requisitou detalhes sobre exames realizados, medicamentos administrados e condições gerais do paciente, sem questionar diretamente sobre riscos futuros ou cuidados específicos necessários.
De acordo com os médicos, Bolsonaro necessita de monitoramento contínuo para evitar uma nova broncoaspiração. O ex-presidente segue internado em uma ala intermediária da UTI, consciente, estável e sem necessidade de respirador, devendo permanecer sob supervisão pelo menos até o dia 27 de março, completando duas semanas de tratamento intravenoso. O relatório também descreve seu histórico de hipertensão, múltiplas cirurgias abdominais e o uso contínuo de diversos medicamentos.
Nos bastidores, aliados de Bolsonaro articulam a transferência para prisão domiciliar, contando com o apoio de familiares e de ministros do STF, como Gilmar Mendes. A medida busca reduzir o desgaste da Corte diante do avanço das investigações do caso Banco Master e garantir atendimento médico integral em regime de plantão, 24 horas por dia, como já ocorre desde a transferência para o 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”.

