Foragido da Justiça e um dos principais alvos da Operação Exchange, deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (3), o empresário ca é apontado como responsável por operar um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas.
Segundo a investigação, Shimada utilizava uma estrutura formada por mais de 70 empresas para ocultar a origem de recursos ilícitos, movimentando valores por meio de contas bancárias, empresas de fachada e operações com criptomoedas. A Polícia Federal o classifica como um "doleiro moderno", devido ao modelo financeiro empregado para disfarçar as transações.
As apurações indicam que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 10 bilhões provenientes do tráfico internacional de drogas. Para os investigadores, Shimada desempenhava papel estratégico na conexão entre operadores financeiros da organização criminosa no Brasil e no exterior.
Além de ser alvo da Operação Exchange, o empresário também foi sancionado pelo governo dos Estados Unidos, que o acusa de integrar a estrutura financeira ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A defesa dele nega qualquer envolvimento com organizações criminosas e afirma que irá contestar as acusações na Justiça.



Aviso