Início Brasil Fumaça das queimadas muda cor do céu no Pará, sede da COP 30
Brasil

Fumaça das queimadas muda cor do céu no Pará, sede da COP 30

Fumaça das queimadas muda cor do céu no Pará, sede da COP 30
Fumaça das queimadas muda cor do céu no Pará, sede da COP 30

O Pará enfrenta uma crise ambiental causada pelas queimadas, que cobrem o estado com uma densa nuvem de fumaça. Os incêndios, em grande parte ligados ao desmatamento ilegal, já resultaram em mais de 53 mil focos em 2024, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), tornando o Pará líder nesse índice.

A fuligem escurece o céu, impede a visão do sol e afeta a qualidade do ar em várias cidades. Em Santarém, a prefeitura declarou estado de emergência, relatando aumento de 42,5% nos atendimentos por doenças respiratórias. Crianças e idosos são as principais vítimas, com sintomas como tosse, vômitos e dificuldades respiratórias.

A fumaça, que já cobriu até 2 milhões de km², não é apenas um problema local: ventos carregam as partículas para outras regiões do Brasil, chegando a estados do Sul e Sudeste.

A crise desafia o Brasil a menos de um ano da Conferência do Clima (COP 30), que será sediada em Belém, no Pará. O governo federal mobilizou recursos, incluindo mais de 1.700 profissionais, 11 aeronaves e 300 viaturas para combater as queimadas. Apesar disso, gestores locais apontam a dificuldade de controlar incêndios em um território vasto, agravada pela estiagem severa.

Especialistas alertam que a maioria dos incêndios é criminosa, relacionada à expansão da pecuária e agricultura. Para Karla Longo, pesquisadora do Inpe, é urgente uma ação coordenada para evitar que a chuva seja a única "solução" esperada.

Em nota, o Ministério do Meio Ambiente afirmou que houve queda de 30,63% no ritmo de desmatamento na Amazônia de agosto de 2023 a julho de 2024.

Nota do Ministério do Meio Ambiente

Os incêndios florestais no Brasil são intensificados pelas mudanças climáticas, que causa a maior estiagem no país em 75 anos. Em 2024, desde o início das ações de combate aos incêndios na Amazônia, o governo federal mobilizou mais de 1.700 profissionais, disponibilizou 11 aeronaves, mais de 20 embarcações e mais de 300 viaturas, além de combater 578 incêndios de grandes proporções. É importante ressaltar que a resposta foi iniciada em 1º de janeiro de 2023, com a criação da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas. Atualmente, 500 profissionais atuam no combate aos incêndios no Pará e no Maranhão.

O Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) foi relançado em 5 de junho de 2023. Com a retomada da fiscalização ambiental, houve queda de 30,63% no ritmo de desmatamento na Amazônia de agosto de 2023 a julho de 2024, segundo estimativa do sistema Prodes, do Inpe. É a maior queda percentual em 15 anos.

Em junho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um pacto com governadores para combater o desmatamento e os incêndios no Pantanal e na Amazônia. Em julho, foi sancionado o Projeto de Lei n° 1.818/2022, que institui a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo. O Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, previsto pela política, foi instalado pelo governo federal em 9 de outubro e já realizou duas reuniões.

O presidente Lula publicou também Medida Provisória que autorizou R$ 137 milhões para o combate aos incêndios no Pantanal, incluindo R$ 72,3 milhões para o Ministério do Meio Ambiente (MMA). Em setembro, foi assinada outra MP que autoriza crédito de R$ 514 milhões para o combate aos incêndios na Amazônia, incluindo R$ 114 milhões para o MMA. Uma terceira MP, assinada em novembro, flexibiliza a transferência de recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) para estados e municípios em regiões com emergência ambiental, priorizando agilidade no combate aos incêndios.

 

WhatsApp_Image_2024-12-04_at_10_56_33.jpeg
WhatsApp_Image_2024-12-04_at_10_56_33.jpeg

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?