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Gilmar Mendes sobe o tom contra CPMI do INSS e classifica vazamento de dados como crime

Gilmar Mendes sobe o tom contra CPMI do INSS e classifica vazamento de dados como crime
Gilmar Mendes - Foto: STF

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), fez duras críticas à condução da CPMI do INSS durante sessão plenária nesta quinta-feira (26/03). Enquanto a Corte julgava a prorrogação dos trabalhos da comissão — sob relatoria do ministro André Mendonça —, Gilmar classificou a divulgação de informações sigilosas por parlamentares como uma prática "deplorável" e "criminosa".

A manifestação ocorreu em meio ao voto do ministro Flávio Dino. Gilmar interrompeu para alertar que, embora as CPIs possuam poderes investigativos semelhantes aos de magistrados, o uso dessas ferramentas exige fundamentação técnica e responsabilidade jurídica.

O ministro atacou o que chamou de "quebra de sigilo conglobada", praticada quando parlamentares solicitam acesso a dados privados sem individualizar os alvos ou justificar a necessidade da medida. Para o decano, essa conduta é inconstitucional.

“Autoridades judiciais decidem com fundamento. Um juiz que decide sem fundamentação produziu um nada jurídico”, disparou o ministro.

Gilmar Mendes também condenou o vazamento de conversas e dados obtidos durante as investigações, afirmando que a exposição de comunicações privadas sem relação com crimes configura uma violação gravíssima.

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