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Governo inicia fiscalização sobre transparência de preços em aplicativos

Governo inicia fiscalização sobre transparência de preços em aplicativos

O Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), deu início nesta sexta-feira à fiscalização rigorosa das plataformas digitais de transporte e entrega. A medida ocorre após o encerramento do prazo de adequação à Portaria nº 61/2026, que exige total transparência sobre a composição dos preços cobrados dos usuários.

O que muda para o consumidor

A partir de agora, os aplicativos não podem apenas exibir o valor final da corrida ou do pedido. As empresas devem apresentar um quadro-resumo claro e destacado em cada transação, detalhando quatro pontos fundamentais:

  1. Preço Total: O valor final pago pelo cliente.

  2. Taxa da Plataforma: A quantia retida pela empresa pela intermediação.

  3. Repasse ao Profissional: O valor destinado ao motorista ou entregador (incluindo extras e gorjetas).

  4. Valor do Estabelecimento: A fatia que cabe ao restaurante ou loja (em casos de delivery).

Origem da norma e sanções

A nova regulamentação é fruto de debates no Grupo Técnico de Trabalho (GTT) Interministerial, que reuniu o Governo Federal e representantes dos trabalhadores de aplicativos. O objetivo é reduzir a "assimetria de informação" e garantir que tanto o consumidor quanto o trabalhador saibam exatamente como o dinheiro é distribuído.

Empresas que ignorarem a norma ou dificultarem a visualização dos dados estarão sujeitas a punições previstas no Código de Defesa do Consumidor. As sanções variam de multas severas à suspensão temporária das atividades da plataforma no país.

Como denunciar irregularidades

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) informou que já monitora relatos de usuários que notaram as primeiras mudanças nas interfaces. Caso o consumidor identifique que uma plataforma ainda não exibe o detalhamento obrigatório ou o faz de forma confusa, a recomendação é registrar a queixa em:

As denúncias dos usuários servirão como base para direcionar as ações de fiscalização e eventuais processos administrativos contra as gigantes de tecnologia.

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