O senador Jaques Wagner (PT-BA), atual líder do governo no Senado, deve anunciar nesta semana que deixará o cargo após ser alvo da Operação Compliance Zero. A decisão foi amadurecida no fim de semana, quando aliados próximos da Bahia o convenceram de que sua permanência ampliaria o desgaste político contra ele e contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente em um momento em que a campanha de reeleição de Lula se aproxima.
Segundo apuração da CNN, Wagner resistia à pressão de setores do Planalto e do PT, mas acabou cedendo diante do risco de transformar uma investigação pessoal em crise institucional. Uma conversa entre ele e Lula está prevista para os próximos dias, quando deve formalizar o afastamento.
A Operação Compliance Zero apura um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. Em Salvador, a Polícia Federal apreendeu dólares e euros em um apartamento ligado ao senador. Wagner afirma que os valores têm origem legal e nega irregularidades.
Dentro do PT, vozes como a do deputado Rogério Correia e do ex-presidente do partido José Genoino já defendem publicamente que o senador se afaste para se dedicar à sua defesa.
O desfecho da reunião com Lula será decisivo para definir quem assumirá a liderança do governo no Senado e como o partido vai administrar os impactos políticos do caso.



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