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Joesley e Saud pedem para adiar pagamento de multa prevista em delação

BRASÍLIA — Os executivos da J&F e Ricardo Saud pediram ao Supremo Tribunal Federal () suspensão do prazo para o pagamento da multa estabelecida no acordo de firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Pelo acordo, eles teriam que efetuar o pagamento seis meses depois de firmado o acordo de delação. Como o acorco foi assinado em 3 de maio, esse prazo venceria em 3 de novembro. Pelas cláusulas acertadas, Joesley teria que desembolsar R$ 110 milhões e Saud, R$ 2 milhões.

As defesas dos executivos também pediram a suspensão do prazo complementar de 120 dias, contados a partir da assinatura do acordo, para eles apresentarem documentos e provas que eventualmente não tiverem sido apresentados aos investigadores. Os advogados alegaram que seus clientes não podem oferecer esse auxílio agora, porque estão presos. Os pedidos serão analisados pelo relator das delações no STF, ministro Edson Fachin. Antes de fazer isso, Fachin quer saber a opinião da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o assunto.

Depois que vieram à tona suspeitas de que o acordo com os empresários da J&F foi realizado de forma ilegal, a PGR rescindiu a delação. No entanto, o STF ainda não homologou essa decisão, nem definiu se as provas apresentadas pelos delatores terão validade nos inquéritos abertos a partir das delações.

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