O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro retoma nesta terça-feira (26) a análise do caso Henry Borel, menino de quatro anos morto em março de 2021. Após a suspensão dos trabalhos no fim da tarde de ontem, a sessão entra na fase de depoimentos técnicos de autoridades ligadas às investigações. Estão previstos para depor hoje os delegados Henrique Damasceno e Ana Carolina Medeiros, além do perito criminal Luiz Carlos Prestes.
As Acusações e a Prova Técnica
Os Réus: O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior (Dr. Jairinho) e Monique Medeiros (mãe da vítima).
Crimes Imputados: Homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.
A Evidência: A tese defensiva de acidente doméstico perdeu força diante do laudo do Instituto Médico Legal (IML). O documento atesta que Henry sofreu 23 lesões distintas, vindo a óbito por hemorragia interna causada por ação contundente.
A Conivência: A Polícia Civil concluiu que o garoto vivia uma rotina de agressões provocadas por Jairinho e que Monique sabia da situação, tendo sido avisada por mensagens da babá um mês antes do crime.
Tensões no Primeiro Dia de Plenário
A abertura dos trabalhos na segunda-feira foi marcada por embates diretos entre a acusação e os réus:
Bate-boca: Dr. Jairinho discutiu com o promotor Fábio Vieira, que criticou publicamente as manobras da defesa, acusando os advogados de tentarem confundir o conselho de sentença.
Recuo Prisional: A defesa de Jairinho tentou adiar o julgamento alegando problemas de saúde do advogado principal. A estratégia foi abandonada após o Ministério Público sugerir que o réu fosse transferido da Cadeia Pública de Bangu 8 para o presídio de segurança máxima de Bangu 1.



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