O julgamento da morte do menino Henry Borel entra no sexto dia neste sábado (30), no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. A expectativa é pela continuidade do depoimento de Leniel Borel, pai da criança, iniciado na sexta-feira (29). O júri também deve prosseguir no domingo (31), conforme o cronograma estabelecido pela Justiça.
Durante o depoimento, Leniel relembrou os últimos momentos que passou com o filho antes da morte da criança, ocorrida em março de 2021. Ele relatou que Henry resistiu ao ser entregue à mãe ao fim de um fim de semana de convivência. Segundo o pai, o menino se agarrou a ele e demonstrou não querer retornar para casa naquele momento.
O quinto dia de julgamento também foi marcado por momentos de forte emoção. A ré Monique Medeiros passou mal durante a exibição de imagens da necropsia de Henry e precisou deixar o plenário. Já o ex-vereador Jairinho solicitou autorização para se retirar da sessão durante o depoimento de um médico legista que atuou no caso.
Jairinho e Monique respondem pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. Após a conclusão das testemunhas de acusação, o tribunal dará início à fase de oitivas das testemunhas de defesa. Ao todo, 27 pessoas devem ser ouvidas durante o julgamento, que pode se estender por até dez dias.



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