Mizael Bispo, ex-policial militar condenado pelo assassinato da advogada Mércia Nakashima em 2010, lançou um livro digital em que volta a negar participação no crime. A obra, escrita durante o período em que esteve preso, custa R$ 16 e apresenta críticas à investigação, ao Ministério Público e à imprensa. No texto, ele afirma que não foi o responsável pela morte de Mércia e que “não foram atrás do autor do crime”, além de trocar nomes de personagens para evitar processos.
O caso de Mércia Nakashima ganhou grande repercussão nacional: ela desapareceu em maio de 2010 e seu corpo foi encontrado em uma represa em Nazaré Paulista semanas depois. A investigação concluiu que Mizael a atraiu, disparou contra ela e lançou o carro na água, levando à condenação por homicídio triplamente qualificado. Em 2013, recebeu pena superior a 20 anos, ampliada para mais de 22 anos em 2017, e desde 2023 cumpre em regime aberto.
O lançamento do livro gerou reação imediata. O delegado responsável pelo caso, hoje deputado estadual, chamou Mizael de mentiroso e afirmou que a pena seria maior se o crime tivesse sido julgado como feminicídio, tipificação criada em 2015. Já o promotor alertou que ele pode responder por calúnia e difamação devido às acusações feitas na obra. O episódio reacende a polêmica em torno de um dos crimes mais emblemáticos da crônica policial brasileira.




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