O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a cobrar, nesta quarta-feira (9), a quebra completa do sigilo das investigações relacionadas ao caso Banco Master. A declaração ocorre em meio à divulgação de informações de diferentes inquéritos que, segundo o presidente, vêm sendo vazadas de forma seletiva e podem interferir na disputa eleitoral.
Lula citou como exemplo os vazamentos envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Marco Aurélio Santana, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente. Os dois aparecem em investigações conduzidas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também é relator de processos relacionados ao caso Banco Master.
Na avaliação do presidente, a divulgação isolada de informações, sem a íntegra dos elementos das investigações, pode criar interpretações políticas. Por isso, ele defende que todo o conteúdo seja tornado público, independentemente de quem possa ser atingido.
“É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade”, afirmou Lula.
A crise ganhou força após a divulgação de mensagens e relatórios relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e ao ministro Alexandre de Moraes. Parte desse material foi tornada pública por decisão de Mendonça e passou a alimentar um embate entre integrantes do STF.
Lula também criticou o que chamou de “vazamentos seletivos” e afirmou que esse tipo de divulgação pode afetar a corrida eleitoral. A Polícia Federal, por sua vez, alertou o presidente que a crise envolvendo o comando da corporação e decisões de Mendonça pode atrasar a conclusão da investigação do Banco Master.




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