Início Brasil Lula diz que assessor de Trump só entrará no Brasil se Padilha puder ir aos EUA
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Lula diz que assessor de Trump só entrará no Brasil se Padilha puder ir aos EUA

Lula diz que assessor de Trump só entrará no Brasil se Padilha puder ir aos EUA
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (13) que o assessor do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para assuntos relacionados ao Brasil, Darren Beattie, só poderá entrar no país quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tiver seu visto liberado para viajar aos Estados Unidos. A declaração foi feita durante agenda oficial no Rio de Janeiro, onde Lula participou da inauguração do Hospital do Andaraí.

Segundo o presidente, a decisão segue o princípio da reciprocidade nas relações diplomáticas. “Aquele cara americano que disse que vinha para cá visitar o Jair Bolsonaro foi proibido de visitar, e eu também o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar o visto do ministro da Saúde”, afirmou Lula durante o evento. Nesta sexta-feira, o Itamaraty revogou o visto de Beattie, alegando que a medida segue práticas adotadas internacionalmente, inclusive pelos próprios Estados Unidos.

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Lula também mencionou um episódio ocorrido em 2025, quando os Estados Unidos cancelaram o visto da esposa e da filha de Alexandre Padilha, de 10 anos. O presidente afirmou que a situação foi considerada injusta pelo governo brasileiro. “Bloquearam o visto do Padilha, da mulher dele e da filha de 10 anos. Então, Padilha, esteja certo de que você está sendo protegido”, declarou.

A polêmica ganhou força após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negar a visita de Darren Beattie ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso desde janeiro e condenado a 27 anos de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de 2022. Moraes avaliou que o encontro poderia representar “indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”, além de não ter sido previamente comunicado às autoridades diplomáticas do país.

A visita havia sido solicitada pela defesa de Bolsonaro no início de março. Inicialmente, Moraes chegou a autorizar o encontro em data diferente da pedida pelos advogados, mas posteriormente reconsiderou a decisão após manifestação do Ministério das Relações Exteriores. Segundo o governo brasileiro, a viagem de Beattie não estava vinculada a compromissos diplomáticos oficiais e poderia justificar uma reavaliação do visto concedido ao assessor norte-americano.

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