"Temos já vídeos dizendo que eles estavam colocando todo mundo em risco (com os aviões). O Ministério Público não viu isso? A Anac não viu isso? Quantos filhos, quantas mães vão ter que morrer?", questionou. "Temos que transformar nossa dor em indignação", acrescentou a mãe.
O Estadão procurou os Ministérios Públicos do Paraná e de São Paulo, o Ministério Público Federal, a Voepass, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a companhia Latam, para comentar as afirmações de Fátima, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.
Desde o acidente, relatos têm apontado possíveis problemas. Passageiros que voaram em uma aeronave do modelo ATR-72-500 no dia anterior reclamaram do calor e afirmam que o ar condicionado não funcionou. Um piloto da companhia apontou excesso de trabalho em uma audiência pública em junho. A empresa afirma que a aeronave que caiu estava em boas condições e que cumpre todos os requisitos legais em relação a jornadas e folgas dos pilotos.
'O sonho dela era salvar vidas'
Fátima Albuquerque ainda diz que a filha estava em uma "alegria imensa" ao viajar para o congresso de oncologia. "O sonho dela desde os 9 anos era salvar vidas", lembra a mãe, e comenta que Arianne terminaria a residência em oncologia neste ano.
"É muito difícil, ninguém estava preparado", acrescentou Leonardo Risso, marido de Arianne, na saída do IML. "Ela estava vivendo um sonho, estava muito feliz. Era vocacionada a cuidar de pessoas".

