O ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, está prestando um novo depoimento à Polícia Federal nesta terça-feira (19), após a recuperação de dados apagados de seus computadores. A investigação faz parte das apurações sobre o golpe tentado por apoiadores de Bolsonaro em 8 de janeiro de 2023.
A PF encontrou informações relevantes nos dispositivos de Cid e outros militares, o que resultou na prisão de um policial federal e quatro militares nesta terça, na operação "Contragolpe", que desarticulava o plano de assassinar o presidente Lula, o vice Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Cid, que já firmou um acordo de delação premiada, está sendo questionado sobre o plano de golpe de 15 de dezembro de 2022, que não havia sido mencionado em sua colaboração. A recuperação dos dados foi realizada com equipamento especializado da PF.
Segundo o G1, Cid está sendo questionando nesta tarde sobre o porquê de não ter mencionado na delação o plano de 15 de dezembro, de que trata a operação Contragolpe. Nas palavras de um investigador, não é facultado ao delator a possibilidade de omitir informações dos investigadores, uma vez que ele, para obter os benefícios do acordo, se compromete a dizer tudo o que sabe sobre os potenciais crimes dos quais tenha participado ou tomado conhecimento.
Com isso, o peso do acordo de colaboração celebrado por Cid está sendo reavaliado. "O que a gente precisa entender é se o acordo para de pé".

