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Médica é investigada após mensagem sobre manter pacientes 'petistas' internados durante eleição

Médica é investigada após mensagem sobre manter pacientes 'petistas' internados durante eleição
Unidade hospitalar onde o fato ocorreu - Foto: Reprodução

Uma médica do Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara, em Goiânia (GO), foi denunciada ao Ministério Público Federal (MPF) após supostamente orientar funcionários a não concederem alta a pacientes durante o fim de semana das eleições. Segundo a denúncia, a profissional justificou a orientação afirmando que “a maioria é petista”.

A mensagem foi enviada na sexta-feira (2), em um grupo de WhatsApp utilizado por profissionais e estudantes que atuam na unidade. Na conversa, a médica teria escrito que quem estivesse trabalhando na enfermaria no sábado (3) e domingo (4) não deveria dar alta aos pacientes.

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Print da mensagem - Foto: Reprodução/TV Anhaguera

A publicação foi acompanhada por uma imagem relacionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O conteúdo da conversa também mostra outras manifestações de caráter político feitas pela médica nos dias anteriores.

De acordo com reportagens sobre o caso, a profissional também teria feito referência ao número 22, associado à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, ao comentar sobre o desempenho de estudantes durante o período de estágio.

A denúncia foi apresentada ao MPF pelo advogado Alan Henrique Silva Marques, após o conteúdo ser encaminhado por um interno de medicina que estaria subordinado à médica. Segundo a representação, a conduta poderia ter interferido no direito de pacientes de deixarem a unidade e, eventualmente, no exercício do voto.

O caso também chegou ao Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), que informou ter solicitado esclarecimentos à profissional e ao responsável técnico da instituição. O órgão afirmou que eventuais denúncias envolvendo conduta ética médica são apuradas sob sigilo.

Procurada pela imprensa, a médica afirmou que as mensagens foram uma “brincadeira” feita em um grupo privado e negou que tivesse intenção de atribuir notas ou tomar decisões profissionais com base na preferência eleitoral de pacientes ou estudantes.

A Prefeitura de Goiânia também foi procurada para se manifestar sobre o episódio. O caso deverá ser analisado pelas autoridades para verificar se houve alguma retenção efetiva de pacientes ou outra irregularidade relacionada às mensagens.

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