O ex-vereador Milton Leite (União), preso no âmbito da Operação Vectura Corrupta, da qual o político é o alvo principal, foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos na manhã desta terça-feira, 20, após a descoberta de regalias supostamente concedidas a ele na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, onde ele estava recolhido desde 18 de setembro.
O CDP II de Guarulhos tem capacidade para 533 detentos e tem atualmente uma população carcerária de 599 pessoas. Nas celas da unidade ficam prisioneiros que aguardam julgamento de seus processos, mantidos em regime de prisão preventiva.
A penitenciária já abrigou nomes como o banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado Fabiano Zettel, ambos presos na investigação que apura o caso do Banco Master.
A defesa de Vorcaro alegou que o empresário corria risco de morte na prisão ao pedir habeas corpus. Os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, responsáveis pela operação do salto de rope jump que terminou com a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em Limeira, no interior de São Paulo, estão presos no local.
Alexandre Nardoni, condenado por matar sua filha Isabella, de 5 anos, ficou preso no CDP em 2008
Denúncia de regalias
A transferência ocorreu após o afastamento de cinco pessoas suspeitas de conceder mordomias a Leite na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, onde ele estava recolhido desde 18 de setembro. A remoção foi realizada por ordem judicial, que acatou pedido do Ministério Público estadual.
Milton Leite cumpre regime de prisão temporária imposto a ele na Operação Vectura Corrupta - investigação que o liga a um esquema do PCC no transporte público da capital paulista. O ex-vereador afirma ser inocente.
Em depoimento à Polícia, ele disse que nunca financiou ou deu apoio ao PCC. Seus advogados, os criminalistas Aloísio Lacerda Medeiros e Rodrigo Araújo, sustentam que ele "não recebe e nunca recebeu qualquer tipo de regalia ou tratamento diferenciado" na cadeia de Mogi.
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