Alvo de um mandado de prisão na Operação Vectura Corrupta, deflagrada nesta quinta-feira (17) pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo, o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite (União Brasil) negou as acusações e afirmou que pretende se apresentar às autoridades em até 24 horas.
Em nota divulgada por sua assessoria, Milton Leite disse que está em viagem e negou estar foragido. Segundo ele, a intenção é prestar esclarecimentos e provar sua inocência.
O ex-parlamentar também afirmou, em declaração à imprensa, que considera a operação uma forma de perseguição e rejeitou qualquer envolvimento com as irregularidades investigadas.
“Estou em viagem, não estou foragido, e vou me apresentar às autoridades em até 24 horas”, declarou.
Milton Leite não foi localizado pelos policiais que foram até um de seus endereços para cumprir o mandado. As autoridades investigam possíveis relações entre agentes públicos, empresas de transporte e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A Operação Vectura Corrupta apura suspeitas de infiltração da organização criminosa no sistema de transporte coletivo de São Paulo. A investigação aponta para possíveis vínculos com 12 empresas de ônibus e também mira um núcleo formado por advogados que, segundo os investigadores, teria atuado em benefício da facção.
Além de Milton Leite, estão entre os alvos da operação o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira e o candidato a deputado estadual Danilo Morgado, que foi preso durante a ação. Ao todo, a operação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em municípios de São Paulo e da região metropolitana.
Milton Leite deixou o cargo de vereador após sete mandatos e presidiu a Câmara Municipal de São Paulo. Atualmente, ocupa a presidência do União Brasil no município e da Federação União Progressista no estado.
A investigação é conduzida pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público paulista.
Aviso