O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quinta-feira (12) que o Ministério das Relações Exteriores informe à Corte sobre a existência de agenda diplomática de Darren Beattie, assessor do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, durante sua passagem pelo Brasil. A medida visa embasar uma possível flexibilização da data de visita de Beattie ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso.
No início da semana, Bolsonaro solicitou que Beattie pudesse visitá-lo nos dias 16 e 17 de março, segunda e terça-feira, justificando a curta duração da estada do assessor americano no país. Moraes autorizou a visita, mas ressaltou que "os visitantes devem se adequar ao regime legal do estabelecimento prisional e não o contrário", mantendo as regras de visitação, que na Papudinha ocorrem apenas às quartas e sábados. O encontro ficou marcado para quarta-feira (18) pela manhã.
Horas após a autorização, a defesa de Bolsonaro pediu reconsideração da data, alegando novamente a disponibilidade limitada de Beattie. Em resposta, Moraes solicitou ao Itamaraty informações detalhadas sobre a agenda diplomática do assessor, que servirão de base para decidir se a data da visita poderá ser alterada.
Darren Beattie já realizou críticas públicas a Moraes e foi apontado como responsável por sanções aplicadas ao magistrado com base na Lei Magnitsky, posteriormente retiradas após aproximação diplomática entre Lula e Trump. Beattie é considerado aliado próximo da família Bolsonaro e atuou em cargos de alto escalão no Departamento de Estado durante o governo Trump.

