A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais confirmou neste domingo (10) a primeira morte por hantavírus registrada no estado em 2026. A vítima é um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, que teria tido contato com roedores silvestres em área de lavoura.
O exame sorológico realizado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) apontou resultado reagente para hantavírus, confirmando a causa da morte. Segundo a SES-MG, o caso é considerado isolado e não tem relação com o surto internacional registrado em um navio que saiu da Argentina rumo a Cabo Verde.
De acordo com o boletim epidemiológico, o Brasil já contabiliza sete casos de hantavírus em 2026, sendo dois em Minas Gerais. Este é o único óbito confirmado até o momento. Em 2025, foram registrados 35 casos e 15 mortes no país.
O que é o hantavírus
O hantavírus é transmitido principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça e dor abdominal. Em casos graves, pode evoluir para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, caracterizada por dificuldade respiratória, tosse seca, taquicardia e queda da pressão arterial.
Recomendações de prevenção
A SES-MG reforça medidas para evitar o contato com roedores:
Armazenar alimentos em recipientes fechados.
Dar destino adequado ao lixo e entulhos.
Manter terrenos limpos e roçados ao redor das residências.
Não deixar ração exposta.
Ventilar ambientes fechados antes de entrar e umedecer o chão com água e sabão antes da limpeza, evitando varrer a seco.
📌 Resumo: Minas Gerais confirmou a primeira morte por hantavírus em 2026. O caso é isolado, mas reforça a necessidade de prevenção em áreas rurais e de contato com roedores silvestres.



