O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou nesta quinta-feira (28) a segunda fase da Operação Carbono Oculto, batizada de Operação Fluxo Oculto. A investigação revelou que fintechs ligadas à Avenida Faria Lima continuaram atuando como “bancos paralelos” para o crime organizado, movimentando valores bilionários sem identificar os clientes reais.
Relatórios de inteligência apontam que cerca de R$ 26 bilhões foram transacionados de forma suspeita, com conexões diretas ao PCC e ao setor de combustíveis. Foram cumpridos 55 mandados de busca e apreensão em quatro estados — São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná — contra empresários, operadores logísticos e empresas-fantasma que simulavam vendas de solventes para desviar nafta usada na adulteração de combustíveis.
Parte dos recursos ilícitos também era canalizada para fundos de investimento e gestoras, ocultando os beneficiários. A operação contou com apoio da Receita Federal, ANP, Secretaria da Fazenda de São Paulo, Procuradoria-Geral do Estado, Polícia Militar e Polícia Civil. O objetivo é desmantelar o núcleo financeiro do PCC e responsabilizar empresas e fundos que participaram do esquema.




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