O pai de Henry Borel, Leniel Borel, reagiu com profunda indignação ao perdão judicial concedido a Monique Medeiros. Em suas palavras, Henry “foi morto pela terceira vez”: a primeira em março de 2021, quando sofreu as agressões que tiraram sua vida; a segunda durante o processo judicial, marcado por versões conflitantes e demora; e a terceira agora, com a decisão que livrou a mãe da acusação de homicídio doloso.
Leniel afirmou que a sentença representa uma nova violência contra a memória do filho e que seguirá lutando para que Monique seja responsabilizada. O Ministério Público já anunciou que pretende recorrer da decisão, apontando falhas nos quesitos apresentados ao júri.
Enquanto isso, o ex-vereador Jairinho foi condenado a 43 anos e 9 meses de prisão por homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo. A juíza Elizabeth Machado Louro destacou a “personalidade insidiosa, apta ao engano e à dissimulação” do réu.
No caso do perdão à Monique, a magistrada justificou o perdão judicial concedido afirmando que ela já havia enfrentado um “castigo severo”. Segundo a magistrada, durante p período de prisão preventiva, Monique foi vítima de agressões no cárcere e o “massacre nas redes sociais”, o que configuraram punições que não poderiam ser ignoradas.
Elizabeth também ressaltou que a sociedade impôs à mãe uma cobrança desproporcional, exigindo dela o papel de “mãe perfeita”.




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