O senador Paulo Paim (PT-RS) reiterou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (2), seu apoio à proposta que visa a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial. Ele enfatizou que essa iniciativa é uma reivindicação histórica dos trabalhadores e defendeu que a implementação pode ser feita de forma gradual. A PEC 148/2015 já recebeu aprovação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e aguarda análise do Plenário.
Paim destacou os impactos negativos da atual jornada de trabalho, afirmando que o modelo de escala 6x1 é extenuante e prejudica a saúde física e mental dos trabalhadores, além de afetar a convivência familiar e limitar as oportunidades de qualificação. “O fim desse modelo representa uma das maiores transformações sociais e trabalhistas das últimas quatro décadas”, declarou.
O senador também expressou preocupação com a associação entre a discussão sobre a jornada de trabalho e a desoneração da folha de pagamento, ressaltando que esses temas possuem naturezas distintas. Ele defendeu a necessidade de diálogo entre os setores envolvidos, afirmando que a redução da jornada está ligada à saúde, à convivência familiar e à organização do trabalho. “Redução da jornada: todos ganham, porque aumenta a produtividade. Não haverá tanta rotatividade, e, com certeza, os trabalhadores serão incentivados a trabalhar nas empresas que adotarem essa prática”, acrescentou.
Além disso, Paim lamentou o falecimento de Mário Theodoro, ocorrido na última quinta-feira (26), em Brasília, aos 69 anos. O senador destacou a trajetória acadêmica de Theodoro, que atuou como consultor legislativo do Senado, foi professor da Universidade de Brasília (UnB) e ex-diretor de Relações Internacionais do Ipea. “Mário Theodoro sempre foi muito prestativo e gentil com todos os senadores. Bastava contatá-lo para obter orientação e fazer florescer políticas como o Estatuto da Igualdade Racial e outras legislações, como as políticas de cota. Tudo isso, podem ter certeza, abrilhantou e abrilhanta a esperança de um Brasil mais humanitário e igualitário para todos”, finalizou.
Extraído de Agência Senado

