A Polícia de São Paulo divulgou novas informações sobre o caso da morte da PM Gisele Alves Santana e mostrou passo a passo como o feminicídio teria sido praticado pelo marido da vítima, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto.

De acordo com os peritos da Polícia Científica, Gisele foi abordada por trás dentro da residência, imobilizada e tentou se desvencilhar antes de ser atingida por um disparo na cabeça. O laudo identificou marcas de dedos e unhas no rosto e pescoço da vítima, compatíveis com tentativa de esganadura e luta corporal.

As análises também apontam inconsistências na cena do crime: ausência de cartucho, posição da arma considerada incompatível com suicídio e relatos de que o suspeito tomou banho e trocou de roupa logo após o disparo, ignorando orientações para preservar vestígios.
Testemunhas afirmaram que policiais militares realizaram limpeza no apartamento horas depois e que Geraldo não demonstrava desespero nem tentou prestar socorro à esposa.

Com base nesses elementos, o caso foi reclassificado de suicídio para feminicídio. O tenente-coronel está preso preventivamente e responde por feminicídio e fraude processual, além de ser investigado pela Justiça Militar, que apura sua conduta como oficial da corporação.

