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PF abre inquérito para investigar Skaf, Palocci e dono da CSN

SÃO PAULO. A delação do empreiteiro Marcelo Odebrecht ensejou a abertura de inquérito pela Polícia Federal para investigar o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf (PMDB-SP), Benjamin Steinbruch, presidente da Companhia Siderúrgica Nacional, e o ex-ministro Antônio Palocci. Segundo a PF, a suspeita é de crimes de corrupção ativa e passiva.

Em colaboração premiada, Marcelo Odebrecht afirmou que repassou, por meio de caixa 2, cerca de R$ 14 milhões a Antônio Palocci Filho e R$ 2,5 milhões a Paulo Antônio Skaf a pedido de Steinbruch, que teria assumido compromissos de fazer doações ao PT nas eleições de 2010. Segundo o empreiteiro, o valor pago pela Odebrecht foi “reembolsado” em um contrato da empresa com a CSN para a construção de uma fábrica de aço.

Odebrecht admitiu na delação que a empreiteira também foi procurada por empresários para assumir compromissos com políticos no lugar de empresas interessadas em se manter ocultas, como teria sido o caso da CSN nessa ocasião. Nas planilhas da Odebrecht a doação a Palocci consta identificada como “italiano aço”, já a de Skaf consta como “rolamento”.

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