A Polícia Federal identificou indícios de que documentos podem ter sido manipulados após a Operação Wi-Fi Livre, deflagrada em junho pela Polícia Civil de São Paulo. A suspeita foi citada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), na decisão que autorizou uma nova operação nesta quinta-feira (10).
Segundo Dino, parte dos documentos, arquivos eletrônicos, mensagens e registros que passaram a ser investigados teria sido produzida ou alterada depois da primeira ação policial. Para o ministro, há risco de que provas digitais e contábeis sejam ocultadas, modificadas ou destruídas.
A Operação Wi-Fi Livre investigou suspeitas envolvendo a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), ligado à produtora Karina Gama, responsável pelo filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL).
Diante das novas suspeitas e das conexões com investigações sobre possíveis desvios de emendas parlamentares destinadas à produção do filme, Dino determinou que a apuração deixasse a Polícia Civil paulista e passasse a ser conduzida pela Polícia Federal, sob supervisão do STF.
Um dos alvos da operação desta quinta foi o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que também atua como produtor-executivo e roteirista de “Dark Horse”. Segundo a investigação, o parlamentar teria retardado o fornecimento de informações relacionadas a emendas sob suspeita.
A Prefeitura de São Paulo negou irregularidades na parceria com o ICB e afirmou que o filme não recebeu recursos municipais. A administração também declarou que acompanha as investigações e mantém o programa Wi-Fi Livre em funcionamento.



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