A Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais concluiu que a morte de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário", foi um suicídio. O relatório final, que descarta a participação de terceiros ou indução externa, será apresentado nesta quinta-feira (23) ao ministro do STF, André Mendonça.
Mourão estava sob custódia na sede da PF após ser preso na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias ligadas ao Banco Master. Ele era apontado como o braço direito ("longa manus") do banqueiro Daniel Vorcaro, recebendo cerca de R$ 1 milhão por mês para executar atividades ilícitas, como monitoramento de alvos e intimidação física.
Para chegar à conclusão de suicídio, a PF utilizou:
Imagens de segurança: Registro em vídeo de toda a sua permanência na cela.
Depoimentos: Escuta de testemunhas e pessoas próximas.
Análise técnica: Perícia em conversas privadas e exames para verificar o uso de substâncias psicotrópicas.
Apesar do encerramento do inquérito sobre a morte, os bens de Mourão permanecerão bloqueados, uma vez que a investigação principal indica que seu patrimônio é fruto de atividades criminosas. Após a apresentação do relatório ao STF, a tendência é que o ministro André Mendonça encaminhe o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR) para o arquivamento formal.



