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PF mostra como ocorreu suposto desvio de dinheiro de cestas básicas por governador do Tocantins

PF mostra como ocorreu suposto desvio de dinheiro de cestas básicas por governador do Tocantins
PF mostra como ocorreu suposto desvio de dinheiro de cestas básicas por governador do Tocantins

A Polícia Federal e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) estão investigando contratos do governo do Tocantins relacionados à compra de 1,6 milhão de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19. A suspeita é de que, dos quase R$ 5 milhões pagos, nem todas as cestas foram entregues.

Os contratos foram firmados entre 2020 e 2021, sem licitação devido ao estado de emergência estadual. As investigações começaram com a Polícia Civil em 2022 e foram ampliadas após o STJ receber um relatório apontando possíveis desvios e pagamento irregular de propinas.

Nesta quarta-feira (21), o STJ autorizou 42 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão o governador Wanderlei Barbosa, dois de seus filhos e a primeira-dama do estado. A operação, denominada Fames-19, também investiga deputados e empresários envolvidos.

Segundo o relatório, as empresas contratadas para fornecer as cestas básicas não teriam entregado a quantidade total acordada, apesar de receberem o pagamento integral. A investigação revela que essas práticas utilizaram o estado de emergência para contratar empresas selecionadas para o fornecimento. Na época, as compras de alimentos e aluguel de caminhões que fizeram a distribuição em todo estado foram realizadas sem licitação, considerando o decreto de emergência estadual.

Os contratos investigados ocorreram durante a gestão de Mauro Carlesse (Agir), com Wanderlei Barbosa (Republicanos) como vice-governador. Carlesse foi afastado em outubro de 2021 por outra investigação do STJ, e Barbosa assumiu o governo. Durante essa transição, as cestas básicas estavam ainda sendo entregues.

A investigação teve implicações eleitorais: Carlesse foi declarado inelegível em dezembro de 2021 por suposta entrega de cestas durante o período eleitoral, mas a decisão foi posteriormente anulada pelo TRE. Carlesse não é alvo do atual inquérito, enquanto Barbosa afirma ter sido surpreendido pela operação, alegando não ter sido responsável pelos contratos. Já a primeira-dama e outros investigados alegam que não têm conhecimento das acusações. A operação visa combater o desvio de recursos públicos e garantir a correta distribuição de ajuda alimentar durante a pandemia. 
 

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