BRASÍLIA — A (PF) finalizou a perícia de entregues por como parte do acordo de sua delação premiada. A informação foi dada pela defesa de Funaro. O delator chegou a dizer que os vídeos, gravados em seu escritório, eram referentes a oito anos. Mas o advogado afirmou que as imagens não têm sequer áudio e abrangem um período de poucos dias.
Os advogados Délio Lins e Silva e Marcelo Leal, que defendem respectivamente os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Henrique Alves (PMDB-RN), reclamaram. Eles queriam ter acesso às informações desses vídeos primeiramente. A defesa de Funaro, porém, alegou que as imagens não dizem respeito ao processo em que eles são réus e no qual estão sendo prestados depoimentos.
— Foi entregue um aparelho de DVR para análise do Instituto de Criminalística para perícia. Não quer dizer que os fatos que estão lá serão usados neste processo —disse Funaro.
— São imagens sem áudio, de poucos dias. A perícia está finalizada —disse um dos advogados do delator.
No começo de seu depoimento, Funaro disse ainda que sua delação foi feita de livre e espontânea vontade. Ele, Cunha, Alves, o ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto e o empresário Alexandre Margotto são réus por suspeitas de ter desviado dinheiro do Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), administrado pela Caixa. Cleto e Margotto, que também firmaram acordos de delação, já prestaram depoimentos corroborando o que disseram em suas colaborações. Cunha e Alves ainda serão ouvidos.

