O Portal do Holanda passa a manter no ar um monitoramento permanente das queimadas na Amazônia Legal , com atualização de hora em hora e acesso livre, sem cadastro. A página está no ar em portaldoholanda.com.br/queimadas .
A cobertura alcança os nove estados da Amazônia Legal — Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins —, com acervo contínuo desde janeiro de 2023.
O que a página mostra
Mapa de focos , com cada município pintado conforme o número de detecções do dia e um ponto para cada foco registrado pelo satélite de referência — foram 1.257 pontos no dia 27 de outubro.
Ranking de municípios e de estados , atualizado a cada sincronização.
Série dos últimos 30 dias , com o dia ainda não fechado marcado de forma diferente, para que a barra baixa do fim não seja lida como queda do fogo.
Comparação ano a ano desde 2023, pela única base que sustenta esse tipo de comparação.
Uma seção fixa, "Como ler estes números" , explicando o que cada medida significa e o que ela não significa.

Focos por dia nos últimos 30 dias, somando todos os satélites, e o total por ano pelo satélite de referência. As barras listradas são períodos que ainda não fecharam. Arte: Portal do Holanda · Dados: INPE/Programa Queimadas
De onde vêm os dados
Toda a informação da página é pública e de origem oficial. As fontes são:
INPE — Programa Queimadas. É a fonte primária. O instituto publica arquivos abertos em dataserver-coids.inpe.br , sem autenticação e sem cota: um arquivo diário, que vai sendo completado ao longo do dia, e arquivos mensais que vão desde janeiro de 2023. Deles vêm a posição de cada foco, o município, o bioma, a potência radiativa do fogo, o risco de fogo e o número de dias sem chuva.
Satélite de referência AQUA_M-T , do sensor MODIS, da NASA, em órbita desde 2002 e adotado pelo INPE como referência das séries históricas.
IBGE. A malha municipal que desenha o mapa vem da Base Cartográfica do instituto, e é por ela que cada foco cai sobre o município correto.
NASA FIRMS fica como fonte de reserva, caso o servidor do INPE saia do ar.
Por que o satélite de referência importa
O INPE acompanha 32 satélites, e os arquivos abertos vêm com todos misturados. A diferença entre usar um ou somar todos não é de margem: nas mesmas 24 horas, o instituto registrou 2.184 focos pelo satélite de referência e 44.859 na soma de todos os satélites.
Isso não significa que haja vinte vezes mais incêndios do que a referência mostra. Boa parte das detecções extras vem do GOES-19, um satélite geoestacionário que observa a mesma área a cada dez minutos e, por isso, conta o mesmo fogo muitas vezes ao longo do dia.
O AQUA_M-T mantém o mesmo método de detecção e o mesmo horário de passagem desde 2002, e é o único que permite dizer se um ano está pior que o anterior. Na página, todo número carrega o rótulo da sua base , e nenhuma comparação entre anos é feita com a soma de todos os satélites.
O que os números dizem agora
Na média dos últimos sete dias, a Amazônia Legal registra 976 focos por dia pelo satélite de referência — 30% acima do normal para esta época do ano, que é de 749 focos diários na média da mesma janela de calendário dos anos anteriores.
No acumulado do ano, pela mesma base, são 66.514 focos até 28 de outubro. Em 2025 o ano inteiro fechou em 71.144, em 2023 em 127.931 e em 2024 em 193.784. A leitura é dupla: 2026 corre bem acima de 2025, e ainda assim bem abaixo do pico de 2024.
Duas ressalvas que a página repete
Foco de calor não é incêndio nem área queimada. É um ponto de aproximadamente um quilômetro quadrado em que o sensor do satélite detectou temperatura elevada. Um incêndio grande pode gerar dezenas de focos; uma queimada pequena pode não gerar nenhum.
A contagem de um dia isolado não serve para comparar. Entre 26 e 27 de outubro, o satélite de referência passou de 231 para 1.257 focos — 5,4 vezes mais — enquanto o total dos nove satélites variou 16%. A diferença é cobertura de nuvem e geometria de passagem, não fogo. Por isso o número de destaque da página é sempre a média de sete dias.
Uma observação de recorte: o Maranhão entra apenas na porção a oeste do meridiano 44, que é o limite legal da Amazônia Legal. Como nove municípios maranhenses são atravessados por essa linha, eles entram ou saem por inteiro, seguindo o critério do próprio INPE.
O monitoramento fica permanentemente disponível em portaldoholanda.com.br/queimadas .
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