Um movimento coordenado na Penitenciária Federal de Brasília acendeu o alerta máximo na segurança pública. Dez detentos de alta periculosidade — incluindo Marcola, líder máximo do PCC — protocolaram pedidos oficiais para que suas conversas com advogados deixem de ser gravadas, desafiando a regra de ouro do Sistema Penitenciário Federal.
A ofensiva jurídica pegou carona em uma decisão recente do ministro André Mendonça (STF), que abriu um precedente ao liberar conversas sem monitoramento para o ex-banqueiro Salvatore Cacciola Vorcaro em razão de uma delação premiada. Agora, outros presos tentam o mesmo benefício, alegando o direito ao sigilo profissional.
A Polícia Penal Federal (PPF), no entanto, agiu rápido e deu parecer contrário a todos os requerimentos. Segundo o diretor da PPF, Marcelo Stona, o monitoramento por áudio e vídeo no parlatório é o "padrão ouro" para evitar que ordens criminosas e informações estratégicas vazem para fora das unidades de segurança máxima. Abrir exceções, segundo ele, colocaria em xeque todo o sistema de isolamento de líderes de facções.
O caso agora está nas mãos do juiz corregedor, mas a defesa de Marcola já avisou: se o pedido for negado na primeira instância, o recurso irá direto para o Supremo Tribunal Federal.


