RIO — Preso no último dia 2 na sala de embarque do Galeão, , o empresário de ônibus Jacob Barata Filho teve informações antecipadas das investigações sobre o pagamento de propina pela Fetranspor a autoridades do governo do Rio. Em reportagem na noite deste domingo, o Fantástico, da TV Globo, mostrou que, além de informações privilegiadas, Jacob Barata Filho, ao contrário do que vinha afirmando sua defesa, tinha passagem apenas de ida para viajar a Portugal.
Numa escuta telefônica feita com autorização da Justiça no dia de sua prisão, Barata afirma a um interlocutor: “Vou hoje à noite, com a Bia (sua filha) Comprei ida, a volta deixa”, diz. No momento de sua prisão, a Polícia Federal (PF) encontrou na pasta que Barata carregava papéis relativos à Operação Ponto Final, como uma lista de investigados e até a ordem judicial para quebra de sigilo bancário de suas empresas.
O Ministério Público Federal (MPF) e a PF classificaram como “grave” o vazamento das informações. Uma suspeita é que, por ser dono do Banco Guanabara, ele tenha tido acesso aos informes emitidos pelo Banco Central (BC) a outras instituições sobre o bloqueio. O BC diz que seu sistema é protegido e de acesso exclusivo da Justiça e de outros bancos. Ao Fantástico, a defesa de Barata insistiu que ele tinha passagem de ida e volta a Portugal e que se tratava de uma viagem de negócios.
