Dados encontrados em celulares apreendidos foram determinantes para que a Justiça de São Paulo aceitasse a denúncia do Ministério Público (MPSP) contra a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, o líder do PCC, Marcola, familiares dele e outros investigados por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
As principais provas foram extraídas dos celulares de Ciro Cesar Lemos, apontado como operador financeiro da facção. As mensagens mostram que Everton de Sousa, conhecido como "Player", indicou a conta bancária de Deolane para receber R$ 14,5 mil, valor que faria parte de um repasse destinado aos líderes da organização.
Os aparelhos também revelaram que os depósitos eram feitos pela Transportadora Lado a Lado, empresa apontada pela investigação como de fachada para lavagem de dinheiro. Além disso, foram encontrados áudios atribuídos a Deolane, nos quais ela, segundo a denúncia, menciona valores pertencentes ao PCC guardados em imóveis.
Contra Marcola, as provas incluem mensagens, áudios e registros de depósitos que, de acordo com o Ministério Público, o ligam diretamente ao esquema financeiro da organização criminosa.
As defesas de Deolane, Marcola e dos demais acusados negam as acusações e afirmam que irão comprovar a inocência dos réus durante o processo.



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