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Psiquiatra da acusação afirma que Dr. Jairinho sente 'satisfação' em cometer atos violentos

Psiquiatra da acusação afirma que Dr. Jairinho sente 'satisfação' em cometer atos violentos

O terceiro dia do julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e da professora Monique Medeiros — acusados pelo homicídio do menino Henry Borel em 2021 — foi marcado pelo contundente depoimento do psiquiatra Rafael Bernardon. Arrolado como testemunha de acusação, o médico afirmou em plenário que Jairinho apresenta características de um psicopata e indícios de personalidade voltada à satisfação em praticar atos fora da normalidade.

O especialista baseou sua análise técnica em depoimentos, entrevistas e relatos de pessoas que conviveram com o casal, uma vez que não realizou uma entrevista clínica direta com os réus.

De acordo com o psiquiatra, o padrão violento do ex-vereador já havia se manifestado em relações anteriores. Ele citou relatos de duas ex-companheiras de Jairinho que denunciaram agressões físicas contra seus próprios filhos, incluindo torções, fraturas e episódios de afundamento em piscinas. Bernardon também avaliou o comportamento da mãe de Henry, afirmando que Monique Medeiros falhou no instinto de proteção ao omitir-se diante das agressões que o filho sofria.

Os advogados dos réus reagiram ao teor do depoimento e tentaram desqualificar as declarações do psiquiatra:

  • Defesa de Jairinho: O advogado Rodrigo Faucz argumentou que o médico cometeu uma falha metodológica ao traçar um perfil psicológico sem ter entrevistado o paciente diretamente.

  • Defesa de Monique: Solicitou formalmente a rejeição integral do testemunho, sob a mesma justificativa de ausência de contato prévio.

A juíza Elizabeth Machado Louro, que preside o II Tribunal do Júri, rejeitou os pedidos das defesas e manteve o depoimento no processo.

O julgamento deve se estender por cerca de uma semana devido à complexidade do caso, que conta com um total de 27 testemunhas escaladas entre acusação e defesa. A decisão final sobre a culpa ou absolvição do ex-vereador e da professora caberá ao Conselho de Sentença, formado por sete jurados sorteados.

Jairinho e Monique Medeiros respondem em juízo pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e fraude processual.

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