O juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, encontrado morto dentro de um carro incendiado na zona rural de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, tinha uma carreira marcada pela passagem pela advocacia, pela Polícia Civil e pelo Judiciário.
Natural de Mogi das Cruzes (SP), Gustavo era formado em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas. Antes de ingressar na magistratura, trabalhou por cerca de 10 anos como advogado e, posteriormente, atuou como delegado da Polícia Civil do Espírito Santo.
Em 2014, iniciou a carreira na magistratura como juiz substituto no Espírito Santo. Depois, passou a integrar o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), onde atuou em diferentes comarcas do interior.
Ao longo da carreira no Judiciário paulista, Gustavo passou por Tambaú, Leme e Mococa. Em Mococa, era titular da 2ª Vara da comarca e também exerceu funções administrativas, incluindo a direção do fórum local.
O magistrado também teve atuação ligada à conciliação. O Conselho Superior da Magistratura do TJSP aprovou sua indicação para atuar como juiz coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Santa Cruz das Palmeiras.
A trajetória profissional também inclui decisões de repercussão local. Em Leme, Gustavo presidiu um julgamento do Tribunal do Júri que terminou com a condenação de um homem a 49 anos, nove meses e 18 dias de prisão pela morte de uma criança de 1 ano e 10 meses.
Morte
Gustavo foi encontrado na noite de quarta-feira (7) dentro de um Volvo XC60 em chamas, em uma estrada de terra na região da Fazenda Aliança, em São João da Boa Vista.
Trabalhadores rurais que estavam nas proximidades perceberam o incêndio e utilizaram uma retroescavadeira para jogar terra sobre o veículo na tentativa de controlar as chamas. O corpo estava no banco do motorista.
Durante a perícia, os investigadores encontraram um galão com forte odor de gasolina próximo aos pedais do veículo. O corpo também apresentava cheiro de combustível. Não foram identificados, inicialmente, sinais aparentes de ferimentos provocados por arma de fogo ou arma branca.
A Polícia Civil abriu um inquérito para esclarecer as circunstâncias da morte. O veículo foi apreendido e deve passar por novos exames periciais. Até o momento, a causa da morte e a origem do incêndio não foram esclarecidas oficialmente.
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